sábado, 30 de outubro de 2010
Consciência e Crítica estética
A Crítica de Arte também sofreu uma evolução que, na verdade, se olharmos com mais calma, não será difícil acompanhar.
Inicialmente descritiva, a crítica de arte se apoiava na semelhança. Neste caso o próprio Platão compara a pintura a um espelho. O pintor então considerado inferior ao poeta e ao filósofo seria um mero imitador da natureza . Em 1435, Leo Battista Alberti, um admirador de Platão escrevia em seu " Tratado da Pintura" que " o pintor estudioso extrairá todas as suas observações da natureza. A pintura esforça-se por representar os objetos visíveis. Qualquer que seja a maneira de pintar, a mais correta que conheço é imitar a natureza." E lá se vão os critérios da crítica se apoiando na capacitação imitativa do artista.
O pensamento romântico ainda levava o artista a crer que o único princípio em arte é copiar o que vê, mesmo que esta visão estivesse já tomada de sentimentos que envolveriam a obra e o artista.
Em contrapartida a todo este movimento de verosimilhança os próprios artistas tentaram opor o seu pensamento que resultou em um critério de regras de arte semelhante aos critérios de regras de linguagem. As academias teriam multiplicado este pensamento da crítica acadêmica em que só um profundo conhecimento de dogmas clássicos permitia o exame de uma obra de arte. Porém a variação moral viria a introduzir uma crítica mais ideológica. Como comenta André Richard em sua obra" A Critica de Arte", longe de ser novidade, a arte engajada esteve presente em todos os tempos. Neste caso veremos a obra de arte não de conformidade com um modelo mas sempre de acordo com o seu poder de persuasão em relação aos espectadores. Esta crítica vai procurar na arte um valor político e social desenvolvendo-se então, no sec.XIX, uma linguagem que faria frente à arte oficial. Formal ou histórica a crítica de arte evoluiu com a própria história da arte.
Da metade do século XIX à metade do século XX, todos os grandes movimentos artísticos tiveram uma expressão literária. Um porta voz, por assim dizer. Artistas e teóricos passam a observar cada vez mais as qualidades dinâmicas de uma obra - tensão, energia, força, vibração, atração. Mário Pedrosa nos esclarece que "na arte pós moderna, a idéia, a atitude, por traz do artista, é decisiva. "
Chegamos então a um ponto crucial: se a atitude do artista é o que importa, o objeto da arte não é mais a obra e sim o artista! Uma abordagem da crítica de arte em nosso dias nos faz então repensar a finalidade intrínseca da pintura, da escultura, da música, do teatro, enfim da arte.
O desenvolvimento de um comportamento que requer análise simbólica ,nos envia para perguntas fundamentais que deverão levar em conta a diversidade destas teses .
Tanto a semiologia quanto o estruturalismo serão possíveis de interpretação na arte atual mas, teremos que ceder ao encanto e verdade do pensamento de Federico Moraes quando diz que é a obra , ela mesma, que indica ao crítico o método da sua abordagem.
O critério de semelhança que ainda hoje orienta o público em geral, desapareceu da crítica contemporânea. Não se pede mais aos artistas uma exatidão literal mas uma criação original e expressiva. Como em qualquer tempo o crítico ainda nos esclarecerá a obra como também, em qualquer tempo, a arte, que já foi suporte da fé, é e será sempre o suporte de ideais de um povo e como tal não terá parâmetros impostos a serem seguidos .
Cada crítico terá um julgamento de uma obra, é seu direito e dever de profissão, pois os critérios são diferentes mas o verdadeiro crítico de arte saberá que a finalidade da arte é a beleza. Só ela agrada internacionalmente, ainda que não se possa justificar intelectivamente.
POR : http://www.defatima.com.br/saladeaula/
Natália Novaes
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Enfim,férias...
Atualidades -Caso Bruno: menor pode ser levado ao sítio de Bruno

BELO HORIZONTE (MG) - A delegada Ana Maria Santos, titular da Delegacia de Homicídios de Contagem, deve retomar nesta quinta-feira o depoimento do menor X., de 17 anos, primo do goleiro Bruno que revelou detalhes do suposto sequestro e assassinato de Eliza Samudio. O interrogatório foi interrompido na tarde de quarta, porque o adolescente estava bastante cansado. Além disso, se a Justiça autorizar, o adolescente poderá ser levado ao sítio de Bruno em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde Eliza teria sido mantido em cativeiro antes de ser executada. O jovem está apreendido no Centro de Internação Provisória do Horto, em Belo Horizonte.
Em seu depoimento à Polícia Civil mineira nesta quarta, o menor confirmou a versão de que o goleiro Bruno não estava na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Paulista, Neném ou Bola, local onde Eliza teria sido executada. O menor teria apresentado um fato novo, que não foi revelado pela polícia: - Ele permanece cooperativo e praticamente confirma o teor dos depoimentos até então, mas traz uma novidade que, por conveniência da investigação, não será publicado. Ele realmente preserva a presença do Bruno, mas percebemos que a partir de determinado momento o Bruno toma conhecimento e sabe o que está acontecendo - disse a delegada Ana Maria Santos.
Desde que foi apreendido pela Polícia Civil do Rio na casa de Bruno num condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, o menor já prestou quatro depoimentos. O primeiro foi dado na Divisão de Homicídios (DH), no Rio. Em seguida, o adolescente foi ouvido pelo Ministério Público do Rio. Na última terça, quando chegou a Belo Horizonte, X. foi interrogado pelo Ministério Público de Minas Gerais. E agora está prestando declarações à Delegacia de Homicídios de Contagem, que conduz o inquérito do sumiço de Eliza Samudio.
Arte grega

Se pudermos destacar um aspecto que difere a arte grega das outras civilizações, devemos então explorar a questão do lugar que a arte ocupou na vida desse povo. Ao contrário de outros povos, os gregos não restringiram o desenvolvimento de sua arte a um único aspecto de suas vidas (como a religião) e nem atrelou a mesma aos interesses de um único grupo social. Entretanto, isso não quer dizer que os gregos transformaram sua arte em um âmbito autônomo e livre de influências.
Umas das mais interessantes características da arte grega é a preocupação em se pensar e retratar as ações humanas. Com isso, vemos que os gregos estabelecem a exploração de temáticas que singularizam o aparecimento do homem nas artes. Ainda a esse respeito, podemos ver que a escultura e a pintura grega, por exemplo, reforçam ainda mais esse traço humanístico ao promover o desenvolvimento de técnicas que reproduziam o corpo com grande riqueza de detalhes.
No âmbito das artes cênicas, os gregos fundaram gêneros que até hoje organizam as várias modalidades do teatro contemporâneo. A tragédia e a comédia aparecem como textos em que os costumes, instituições e dilemas da existência eram discutidos através da elaboração de narrativas e personagens bastante elaboradas. Tendo grande prestigio entre a população, o teatro atraía os olhares de várias pessoas que se reuniam para admirar e discutir as peças encenadas publicamente.
Tão interessante como a observação da arte grega, podemos também notar que elementos estéticos criados por este povo ainda influenciam a arte contemporânea. Movimentos como o Renascimento, o Iluminismo e o Classicismo tiveram grande preocupação em retomar e refletir à luz dos referenciais lançados pelos gregos. De tal forma, é inegável que o legado artístico grego ainda tenha grande utilidade para se pensar o tempo presente.
tirado de http://www.brasilescola.com/artes/a-arte-grega.htm
Cultura
Nomadismo restringea arte africana
O continente africano, por sua vasta extensão, apresenta inúmeros povos diferentes, com costumes e arte característicos. De uma maneira geral, a atividade migratória é grande dentro dessas tribos.
Os pigmeus, por exemplo, povos caçadores, devido à freqüência de migrações que costumam realizar, constroem suas casas de maneira simples, com galhos e folhas, dando pouco espaço para o desenvolvimento da arquitetura ou das artes plásticas de uma maneira geral.
Entretanto, a maioria desses povos têm no pastoreio - que também exige constantes mudanças em busca de terras melhores - sua principal atividade.
As artes plásticas, nessas condições, ficam seriamente restritas aos trabalhos como decorações no corpo e aos vasos onde, por exemplo, armazenam leite.
Pedras decoradasdo Sahara
A pintura parece ser atividade bastante apreciada por essas tribos, realizadas em superfícies como pedras.
O melhor exemplo desse tipo de prática pode ser dado pelas pedras decoradas do Sahara, pintadas durante interrompidos períodos de tempo.
Essas pinturas eram realizadas por nômades pastores que por ali passavam e, muito provavelmente, faziam parte de seus ritos de iniciação para a vida adulta, tema freqüente da arte primitiva
Escultura e arquitetura
Entretanto, têm sido de povos agricultores os mais conhecidos exemplos da arte africana, como esculturas, a princípio colecionadas por arqueólogos e etnografistas do Século 19.
A arquitetura também pôde desenvolver-se nessas áreas. Entre os povos migratórios, a escultura só pode ser realizada em pequena escala.
Os Ife, cuja cultura floresceu entre o ano 1000 e 1500 da Era Cristã, na região da Nigéria, eram conhecidos pelo seu estilo de esculturas em bronze mais naturalistas (principalmente nas representações da cabeça, uma vez que o restante do corpo não possuía aproximação com as proporções reais).
É bastante variado os tipos de trabalhos encontrados desse povo, sobretudo pela enorme quantidade de artistas que os realizavam.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Mostra de artes plásticas em junho
No dia 22 de junho, às 19h, a Fundação Jornalista Luiz Chagas de Rádio e Televisão Educativa de Mato Grosso do Sul e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) inauguram a 1ª Mostra de Artes Plásticas da TV Brasil Pantanal. Conforme assessoria de imprensa da entidade, a ideia é inserir novamente a galeria da sede da emissora no circuito cultural sul-mato-grossense disponibilizando mais um espaço para a divulgação das artes plásticas do Estado.
São dez artistas de reconhecido percurso e importância para o cenário das artes plásticas local, com uma diversidade de representação de temas que abrangem cenas do cotidiano, da paisagem urbana, da cultura popular, entre outros, através de experimentações de materiais e suportes artísticos. São eles: Dagô, Irani Brum Bucker, Lúcia Barbosa, Monique Merlone, Patrícia Helney e Tom Barbosa.
A mostra permanece até 20 de agosto e fica aberta a visitação das 8h às 17h, na TV Brasil Pantanal, que fica na Rua Desembargador Leão Neto do Carmo, s/nº, no Parque dos Poderes.(Com informações da Rádio e TV Brasil Pantanal)
OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

O que torna um best-seller melhor do que os outros? Em primeiro lugar, a falta de um esqueleto muito evidente, em que as pontas estão amarradas demais, com nós de manual. Em segundo, personagens com mais de duas dimensões. E, por fim, a ausência de clichês e/ou modismos (como vampiros românticos ou enigmas históricos/religiosos).
"Os Homens que Não Amavam as Mulheres", do jornalista sueco Stieg Larsson, preenche bem esses requisitos. Magnético da primeira à última página, o ágil calhamaço vendeu milhões mundo afora, nas mais diversas traduções, e já está escalado para o cinema.
O sucesso é mais do que merecido. Fazia tempo que um best-seller não agradava igualmente público e crítica. A história tem elementos autobiográficos. Tal como o comunista Larsson, que foi editor da "Expo", uma revista cujo alvo era a execrável e racista ultra-direita européia, Mikael Blomqvist, personagem principal, é o jornalista responsável pela "Millenium", revista claramente de esquerda, que atua denunciando os mandos e desmandos das grandes corporações financeiras.
Acusado injustamente de caluniar um corrupto magnata numa reportagem, Blomqvist é obrigado a sair de cena. Mas não por muito tempo. O industrial Henrik Vanger logo o contrata para uma missão que a princípio parecia impossível ou mesmo inútil: descobrir o que aconteceu com uma sobrinha desaparecida há 40 anos. Vanger acredita que ela foi assassinada por um dos membros da família, a qual detesta, mas não há pista alguma - a própria polícia arquivou o caso.
Blomqvist muda-se para a ilha onde vive a disfuncional dinastia Vanger, cujos integrantes parecem saídos de um quadro de Goya, e começa a investigar sem muito empenho. Inesperadamente, ganha a ajuda da jovem e surpreendente Lisbeth Salander, uma hacker franzina com pinta de punk, um passado infernal e uma inteligência fora do comum, ainda que beirando o autismo.
Juntos, os simpáticos e heterodoxos detetives chegam perto de solucionar o mistério, até que um gato esquartejado amanhece em frente à cabana em que estavam hospedados. Daí em diante o livro ganha contornos tétricos e violentos, em que sexo e crueldade se misturam, e as mulheres, como o título indica, são as maiores vítimas.
"Os Homens que Não Amavam as Mulheres" é o primeiro título de uma série que o autor deixou inconclusa. Larsson entregou os três primeiros volumes à sua editora pouco antes de morrer subitamente, aos 50 anos, em 2004. Há quem suspeite de que tenha sido assassinado por um de seus muitos inimigos - ao longo de sua carreira de jornalista engajado, ele recebeu muitas ameaças de morte de grupos neonazistas e agremiações semelhantes.
O livro virou mania na Europa e EUA, onde já foi lançado o segundo título da série. Fala-se que existe um quarto volume inacabado. Larsson ainda teve tempo de dar uma entrevista, na qual explicou o porquê de entregar três livros de uma vez só: é que ele estava se divertindo tanto ao escrevê-los que não viu o tempo passar e fez a trilogia num mesmo impulso. Ah, esse também pode ser um bom requisito para definir o bom best-seller - que o objetivo principal do autor não tenha sido a fama e o sucesso, mas a satisfação pessoal.
"OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES", de Stieg Larsson
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Paulo Neves
Páginas: 528
Preço sugerido: R$ 49,00